Comparar planos é vital na hora de contratar um seguro saúde
Roberta Scrivano
Cliente também deve levar em conta o valor do reembolso que cada empresa oferece
Cirurgia na coluna: R$ 150 mil. Pequena dose de remédio para câncer: R$ 8 mil. Um dia internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI): R$ 5 mil. Consulta ginecológica: R$ 150. Calcular quanto uma pessoa gasta com saúde durante a vida é impossível, segundo especialistas. Mas alguns números como os que abrem esta reportagem mostram que algumas despesas são altíssimas. E confirmam a importância de ter um plano de saúde, uma vez que o serviço público, no País, é precário.
A adesão a planos de saúde (sejam os administrados por seguradoras, ou por operadoras) cresce a taxas expressivas no País.
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), são cerca de 42,9 milhões de planos ativos hoje, para uma população de quase 200 milhões de habitantes.
"Não é possível bancar os gastos com saúde, apenas aqueles que são ricos, mas ricos mesmo. Os serviços privados são muito caros", diz o médico Álvaro Escrivão Júnior, que também é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A opinião de Escrivão e de outros especialistas consultados pelo Estado é unânime em relação à adesão aos planos de saúde.
"Se dá para pagar, não há por que não ter plano de saúde", reforça Silvio Paixão, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
Na hora de contratar. É importante estar atento a alguns pontos na hora de contratar o plano. Por exemplo, para quem tem interesse em frequentar médicos que não estão na lista credenciada das empresas, é mais interessante, segundo Alfredo Cardoso, diretor de normas da ANS, contratar um seguro saúde. "Nessa modalidade há reembolso", diz.
Cardoso alerta que é importante olhar no contrato o valor do reembolso proposto pela seguradora. "A empresa vai reembolsar o valor pré-acordado e não necessariamente ele será equivalente ao serviço prestado pelo médico", explica.
É importante observar a lista de médicos, hospitais e os laboratórios credenciados. Afinal, a pessoa vai depender desses nomes para ser atendido.
Comparar os preços e os médicos credenciados é outra recomendação.
Antes de ingressar em um Plano de Saúde, veja as diferenças entre Individual, Familiar e Coletivos, isso pode significar aumento de custos ou perda de direitos.
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SERVIÇO ZH Cobertura básica terá cerca de 70 novos procedimentos e maior limite de consultas a partir de hoje
Começam a vigorar hoje novas regras para os planos de saúde. Ao incluir cerca de 70 procedimentos na cobertura básica e ampliar o limite de consultas em algumas especialidades, devem, porém, elevar mensalidades em 2011.
Previsão é da ANS, que propõe mudanças nas regras dos convênios médicos. Uma delas facilita a troca de operadora sem prazo de carência nos casos de contratos coletivos por adesão, hoje só possível a clientes individuais ou familiares.
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